4ᵒ) Segundo as qualidades físicas do médium:
Médiuns calmos – Escrevem sempre com certa lentidão e sem experimentar a mais ligeira agitação.
Médiuns velozes – Escrevem com rapidez maior do que normalmente o fariam em seu estado habitual. Os Espíritos se comunicam por meio deles com a rapidez do relâmpago. Dir-se-ia haver neles uma superabundância de fluido, que lhes permite identificação instantânea com o Espírito. Esta qualidade apresenta, às vezes, o inconveniente de tornar muito difícil a leitura da mensagem, salvo se for lida pelo próprio médium, em virtude da rapidez com que foi obtida.
“É muito fatigante, porque o médium gasta muito fluido inutilmente.”
Médiuns convulsivos – Ficam num estado de superexcitação quase febril. A mão e algumas vezes todo o corpo se agitam num tremor que não conseguem dominar. A causa primeira desse fato está sem dúvida no organismo, mas também depende muito da natureza dos Espíritos que por eles se comunicam. Os Espíritos bons e benevolentes produzem sempre uma impressão suave e agradável; os maus, ao contrário, uma impressão penosa.
“Só muito raramente esses médiuns devem servir-se de sua faculdade mediúnica, pois o uso muito frequente dela lhes poderia afetar o sistema nervoso.” (Capítulo Identidade dos Espíritos, distinção entre os Espíritos bons e os maus.)