Dois ou três meses do ano seriam consagrados a viagens, em visita aos diferentes Centros e a lhes imprimir boa direção.
Se os recursos o permitissem, instituir-se-ia uma caixa para custear as despesas de viagem de certo número de missionários, esclarecidos e talentosos, que seriam encarregados de espalhar a Doutrina.
Uma organização completa e a assistência de auxiliares remunerados, com os quais eu pudesse contar, libertando-me de uma imensidade de ocupações e preocupações, me dariam o lazer necessário para ativar os trabalhos que ainda me restam por fazer e aos quais o atual estado das coisas não permite que eu me consagre tão assiduamente como fora preciso, por me faltar materialmente o tempo e por não serem suficientes para tanto as minhas forças físicas.
Se porventura me estivesse reservado realizar este projeto, em cuja execução eu teria de me haver com a mesma prudência de que usei no passado, indubitavelmente alguns anos bastariam para fazer que a Doutrina avançasse de alguns séculos.
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A Constituição do Espiritismo, Allan Kardec a inseriu na Revista de dezembro de 1868, mas sem os comentários que lhe acrescentou antes de morrer e que reproduzimos textualmente. A morte corpórea o deteve, quando se preparava para formular os Princípios fundamentais da Doutrina Espírita reconhecidos como verdades definitivas, o que os nossos leitores certamente lamentarão, como nós, porquanto esses princípios teriam completado aquela Constituição por meio de apreciações lógicas e judiciosas. É o último manuscrito do mestre e nós o lemos com profundo respeito.