Renan. De estilo suave e encantador, substituindo a lógica pela poesia, os Apóstolos deveriam intitular-se os Últimos Abencérages. As referências a documentos inúteis, as falsas provas de que a obra está sobrecarregada lhe dão todas as aparências da puerilidade com a qual foi concebida. Não há com que se enganar.
“Conta o Sr. Renan que Maria de Magdala, chorando junto ao túmulo, teve uma visão, uma simples visão. – Quem lho disse? – Ela acreditou ouvir uma voz. – Como sabe que realmente não a ouviu? – Todas as afirmações contidas na obra têm mais ou menos a mesma força.
“Se os espíritas não têm a oferecer como explicação senão sua boa-fé, o Sr. Renan nem mesmo tem esse recurso.
“Aqui não podemos expor o livro do Sr. Roustaing; não temos o direito de o discutir, nem o de ver onde ele nos conduz.
Aliás, não seria o lugar para entrar em considerações que o leitor não busca em nossas colunas. A obra é séria, o estilo é claro e firme.
O autor não cometeu a asneira ordinária dos comentadores, que muitas vezes são mais obscuros que o próprio texto que querem esclarecer.
“O Espiritismo, que tinha o seu catecismo, terá de agora em diante seus códigos anotados e seu curso de jurisprudência. Só lhe faltará a prova do martírio.”
Aurélien Scholl