Em qualquer grupamento humano, e a Casa Espírita não foge à regra - existem melindres e dissensões. Como conviver com os que assim agem?
— Infelizmente, em todos os setores das atividades humanas, ocorrem dissensões e debates, alguns dos quais se fazem fatores de ordem e evolução.
Dissentir, porém, não é separar. Discordar de opinião, não significa provocar querela ou balbúrdia, divisão ou anarquia.
É lamentável considerar que a dissensão campeia porque os elementos constitutivos do grupo social se caracterizam por qualidades que supõem possuir mas que não se esforçam sequer por conquistar.
A maioria se acredita formada de “campeões da humildade”; grande parte se pressupõe “azes do dever retamente cumprido”; excessiva massa se nomeia como “líder do trabalho”, no entanto, raros desejam ser apenas “servidor”, o melhor título que se pode disputar, considerando que o Mestre Jesus, outra coisa não fez que se tornar o servidor de todos por excelência.
Diante dos dissidentes contumazes e dos que se adornam de melindres - enfermos habituais carecentes de compaixão por se alimentarem de venenos destruidores - mantém a serenidade e não te agastes com eles. Esquecem-se do “lado bom” que possuem e se aferram à natureza inferior que neles predomina, tornando-se algozes impiedosos de si mesmos.
Cultivam o amor-próprio com esmero.
Não vás com eles, nem os sigas mentalmente sequer. Aprenderão amanhã ou mais tarde com a vida ou por si próprios.
Dissensões - sempre houve, em todos os campos e por muito tempo as haverá.
Sê tu cordato, não, porém, subserviente; humilde, contudo, não vulgar; bondoso, sem a preocupação de conquistar afeição por esse meio. A amizade é o salário honroso que os socorridos podem tributar aos seus benfeitores. Se são ingratos, não poderás receber nem esperar outra coisa senão o ultraje.
(Florações Evangélicas * 2a edição - p. 44/45/46)