13. Então, poderia fazer também uma substância alimentar? Suponhamos que tenha feito uma fruta, uma iguaria qualquer: se alguém pudesse comer a fruta ou a iguaria, ficaria saciado?
“Ficaria, sim; mas não procureis tanto para achar o que é tão fácil de compreender. Basta um raio de sol para tornar perceptíveis aos vossos órgãos grosseiros essas partículas materiais que enchem o espaço onde viveis. Não sabeis que o ar contém vapores da água? Se os condensardes, eles voltarão ao estado normal. Privai do calor essas moléculas impalpáveis e invisíveis e elas se tornarão um corpo sólido e bem sólido; e, assim, muitas outras substâncias de que os químicos tirarão maravilhas ainda mais surpreendentes. É que os Espíritos dispõem de instrumentos mais perfeitos do que os vossos: a vontade e a permissão de Deus.”
OBSERVAÇÃO – A questão da saciedade é aqui muito importante. Como uma substância pode produzir a saciedade, se sua existência e propriedades são meramente temporárias e, de certo modo, convencionais? O que acontece é que essa substância, pelo seu contato com o estômago, produz a sensação da saciedade, mas não a saciedade que resulta da plenitude. Desde que uma substância dessa natureza pode atuar sobre a economia e modificar um estado mórbido, também pode, perfeitamente, atuar sobre o estômago e produzir aí a impressão da saciedade. Rogamos, todavia, aos senhores farmacêuticos e donos de restaurantes que não se sintam enciumados, nem creiam que os Espíritos lhes venham fazer concorrência. Esses casos são raros, excepcionais e nunca dependem da vontade. Se não fosse assim, todos se alimentariam e se curariam a preço baratíssimo.