Às vezes, vemos companheiros na Seara Espírita, que, embora possuidores de conhecimentos, têm receio de divulgar a Doutrina através das exposições. Como orientar essas pessoas?
— Sem a pretensão jactanciosa de tudo saberes ou tudo explicares, possuis, no entanto, conhecimentos que hauriste na Doutrina Espírita, mediante os quais podes esclarecer:
que Deus é justo, conforme constatas na superior “lei da reencarnação”, da qual, infrator algum conseguirá eximir-se, exceto quando liberado pelos próprios feitos;
que o triunfo da Imortalidade sobre a transitória putrescividade da vida física é indubitável, graças aos eloquentes testemunhos da vitória da vida sobre a morte, de que dão substanciais e incontroversas provas os Espíritos redivivos;
que pululam os departamentos da “Casa do Pai’Q no Universo, de que a atual ciência astronômica já pressupõe a realidade, não obstante essas vidas escapem aos bitolados talões da humana conceituação;
que só o Amor é eterno e real, desde que as expressões que dimanam do instinto revelam a primitividade da vida espiritual do homem, que, no entanto, a pouco e pouco ascende e, em se acrisolando no sofrimento, se depura e redime;
que através da Caridade o ser atinge a finalidade máxima para a qual se dirige, apesar do trânsito nas sendas ásperas do egoísmo em que, por enquanto, se estertora e luta;
que o progresso é impositivo da evolução e que agora ou mais tarde suplantará as vigentes demandas responsáveis pelo atraso moral do homem e da Terra;
que a dor é a desprezada quão necessária terapêutica para a aquisição da felicidade...
Desse modo, prossegue, esclarecido, servindo, e esclarece a serviço do Bem de cuja fonte provéns e para cujo seio avanças.
a (Oferenda - 3 edição - p. 84/85/86)