1. Sem dúvida sabeis o motivo por que vos chamamos.
Resp. – Vosso chamado me dá imenso prazer.
2. Reconheceis como tendo sido por vós ditado o trecho que acabamos de ouvir?
Resp. – Sim, muito bem. Reconheço-o perfeitamente. O médium que me serviu de intérprete é um amigo que não me traiu.
3. Qual dos dois trechos preferis?
Resp. – Sem comparação, o segundo.
4. Por quê?
Resp. – Nele a doçura e o encanto são, ao mesmo tempo, mais vivos e mais ternos.
Observação – Com efeito, são qualidades reconhecidas no trecho.
5. A música do mundo que habitais pode ser comparada à nossa?
Resp. – Teríeis dificuldade em compreendê-la. Temos sentidos que, por ora, ainda não possuís.
6. Disseram-nos que em vosso mundo há uma harmonia natural, universal, que não encontramos na Terra.
Resp. – É verdade. Em vosso planeta fazeis a música; aqui, a Natureza inteira faz ouvir sons melodiosos.
7. Poderíeis tocar piano?
Resp. – Sem dúvida que posso, mas não o quero. Seria inútil.
8. Entretanto, seria poderoso motivo de convicção.
Resp. – Não estais convencidos ainda?
Observação – Sabe-se que os Espíritos jamais se submetem a provas. Muitas vezes fazem espontaneamente aquilo que não lhes pedimos. Esta, aliás, entra na categoria das manifestações físicas, com as quais não se ocupam os Espíritos elevados.
9. Que pensais da recente publicação de vossas cartas?
Resp. – Reavivaram bastante a minha lembrança.
10. Vossa lembrança está na memória de todo o mundo. Poderíeis avaliar o efeito que essas cartas produziram na opinião pública?
Resp. – Sim; tornei-me mais amado e as criaturas se apegaram muito mais a mim como homem do que antes.
Observação – Estranha à Sociedade, a pessoa que fez estas últimas perguntas confirma que foi exatamente essa a impressão produzida por aquela publicação.
11. Desejamos interrogar Chopin. Será possível?
Resp. – Sim; ele é mais triste e mais sombrio do que eu.