3. Disseste que era uma aparência, mas uma aparência nada tem de real, é como uma ilusão de óptica. Gostaríamos de saber se aquela caixa de rapé era apenas uma imagem sem realidade ou se nela havia alguma coisa de material?
“Certamente. É com auxílio deste princípio material que o perispírito toma a aparência de vestuários semelhantes aos que o Espírito usava quando encarnado.”
OBSERVAÇÃO – É evidente, neste caso, que devemos entender a palavra aparência no seu sentido de aspecto, de imitação. A caixa de rapé real não estava lá; a que o Espírito segurava era apenas a representação da verdadeira. Era, pois, com relação à caixa original, uma simples aparência, embora formada de um princípio material.
A experiência nos ensina que nem sempre devemos tomar ao pé da letra certas expressões utilizadas pelos Espíritos. Interpretando-as de acordo com as nossas ideias, nós nos expomos a grandes equívocos. É por isso que precisamos aprofundar o sentido de suas palavras, todas as vezes que apresentarem a menor ambiguidade. Trata-se de uma recomendação que os próprios Espíritos nos fazem constantemente. Sem a explicação que provocamos, o termo aparência, incessantemente repetido nos casos análogos, poderia prestar-se a uma interpretação falsa.