Capítulo 18
A vida em si não termina Quando o corpo à cova desce... A semente pequenina, Quando morre, é que floresce. (Eurípedes Formiga) Não ambiciones na lida Os frutos da gleba alheia. Cada qual colhe na vida Apenas o que semeia. (Casimiro Cunha) Desencarnou o Firmino Pedindo mais uma dose. Em novo corpo, é um menino Que já sofre de cirrose. (Pedro Silva) Numa existência pregressa, Suicidou-se com cicuta, Mas logo ao mundo regressa Agravando a própria luta. (Jaks Aboab) Perseguiu a tanta gente, No tempo em que foi Visconde, Que agora no sanatório Da própria sombra se esconde. (Lulú Parola) Vivia de falcatruas O finado Serafim. Renasceu... Vive nas ruas Numa penúria sem fim. (Cornélio Pires) Porque foi maledicente, Dona Zefa renasceu Uma criança doente Que de falar se esqueceu. (Lúcio Mendonça) Ao tempo de inquisidor, Queimou livros a granel... Agora, seja onde for, Vive ajuntando papel. (Alceu Novais) De tanto chutar no mundo, Porta, cadeira e panela, Curte um desgosto profundo Nas dores da erisipela... (Lafayette Mello) Quando fui rei, fui mendigo; Quando mendigo, fui rei, Deu-me a lepra o régio abrigo Da paz que nunca sonhei. (Jesus Gonçalves) Verdade que não se altera No carma que acumulamos: Somente o bem nos libera Do mal que já praticamos. (Irthes Terezinha) “Nascer, viver e morrer, Renascer e progredir”, Tal a Lei que nos impele Para as bênçãos do porvir! (Auta de Souza)
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Nome do Capítulo Quadros da Reencarnação