Vozes do céu que suspiram na brisa, Murmuram no ar e percutem nas ondas; E da floresta que os montes divisa Os seus suspiros ecoam nas sondas.
Vozes do céu se agitam na folhagem Nos verdes prados, dos bosques nos cantos, Junto da fonte em que é mais pura a aragem Canta o poeta seus versos em pranto.
Vozes do céu cantam nos arvoredos, No loiro trigo, nos jardins em flores, No azul que às nuvens repete segredos, E no arco-íris de esplêndidas cores.
Vozes do céu, em silêncio elas choram; Vos recolhei, falam ao coração; São os Espíritos bons que então oram E ao Criador enfim vos levarão.
Elisa Mercoeur Dissertações Espíritas