Desde que se tornaram conhecidas a natureza dos Espíritos, sua forma humana, as propriedades semimateriais do perispírito, a ação mecânica que este pode exercer sobre a matéria; desde que, em casos de aparição, se viram mãos fluídicas e mesmo tangíveis agarrar objetos e transportá-los, julgou-se, como era natural, que o Espírito se servia muito simplesmente de suas próprias mãos para fazer que a mesa girasse, e da força dos braços, para que ela se erguesse no espaço. Mas, então, qual a necessidade de médium? O Espírito não poderia agir por si mesmo? Até porque o médium, que geralmente põe as mãos sobre a mesa em sentido contrário ao do seu movimento, ou mesmo nem chega a pousá-las, não pode secundar o Espírito por meio de uma ação muscular qualquer. Deixemos, porém, que falem primeiro os Espíritos a quem interrogamos sobre esta questão.