Em resumo, do que acabamos de dizer pode-se concluir: que a faculdade de evocar todo e qualquer Espírito não implica para este a obrigação de estar à nossa disposição; que ele pode vir em certa ocasião e não comparecer em outra, com um médium ou um evocador que lhe agrade, e não com outro; que pode dizer o que quiser, sem ser constrangido a dizer o que não queira; que pode ir embora quando bem entender; enfim, que por causas dependentes ou não da sua vontade, pode de repente deixar de vir, mesmo depois de se haver mostrado assíduo durante algum tempo.
É em razão de todos esses motivos que, quando se deseja chamar um Espírito que ainda não se apresentou, é necessário perguntar ao seu guia protetor se a evocação é possível. Caso não o seja, ele geralmente dá os motivos, sendo então inútil insistir.